Adoçantes Artificiais: Sim ou não? Veneno escondido?

Barbara de Almeida Araujo

Os adoçantes artificiais são utilizados para diminuir o valor calórico e o valor de hidratos de carbono simples dos alimentos/dieta. Desta forma, são utilizados e indicados em dietas de emagrecimento, assim como em patologias como a Diabetes, como forma de controlar a ingestão de açúcares e a glicémia.

No entanto o uso de adoçantes têm sido criticado no sentido em que estes terão efeitos nocivos para a saúde. Será que têm mesmo? Ou será que a indústria alimentar procura esconder os seus malefícios? Haverá realmente vantagens no seu consumo?
Um estudo recente publicado na revista Nature sugere que os adoçantes artificiais podem provocar alterações na flora intestinal e aumentar os níveis de açúcar no sangue, ao contrário daquilo que se pretendia com a utilização dos mesmos. Desta forma, este estudo sugere ainda que os adoçantes artificiais estarão na origem do aumento da obesidade.
Investigadores da Washington University School of Medicine, nos estados unidos, revelam que adoçantes como o aspartame e sucralose aumentam a produção de insulina no corpo em 20% e desta forma aumentam o risco de desenvolver Diabetes.
Quando bebe Coca-cola zero sabia que está a ingerir Aspartame, Ciclamato de sódio e Acessulfame K? E quando come a meio da manhã aqueles iogurtes magros sabe que está a ingerir aspartame? 

Aspartame (E951) – É talvez o adoçante mais “falado” e utilizado na industria alimentar. Tem um poder adoçante cerca de 200 vezes superior à sacarose. De acordo com a mais longa investigação efectuada até hoje sobre o aspartame (efectuada ao longo de 22 anos), a ingestão de uma bebida por dia adoçada com aspartame aumenta em 42% o  risco de leucemia, em 102%  risco de contrair mieloma múltiplo em homens, e em 31% o risco de linfoma não hodgkin em homens.

Acessulfame K (E950)– Tem um poder adoçante 125 vezes superior à sacarose. O acessulfame contém cloreto de metileno, que é considerado um potencial agente carcinogénico. A longo prazo esta substância pode causar dores de cabeça, depressão, náuseas, problemas no fígado.
Diversos estudos não encontraram qualquer efeito tóxico relacionados com a ingestão de acessulfame k. A dose recomendada pela FDA é de 15mg/kg peso.
Ciclamato de sódio (E952) – É utilizado em alimentos e bebidas, como por exemplo na coca-cola zero. Alguns países proibiram a sua utilização depois de estudos terem indicado que este adoçante poderia aumentar o risco de cancro da bexiga em humanos.
Sacarina (E954)– A sacarina é uma substância derivada do petróleo. Efeitos secundários relacionados com o consumo deste adoçante podem incluir reacções alérgicas (nomeadamente em pessoas com sensibilidade às sulfonamidas), diarreia, náuseas e vómitos. Foram realizados estudos para averiguar o possível efeito carcinogénico, nomeadamente a nível do cancro da bexiga, tendo-se encontrado uma relação positiva. Contudo, após muitas controvérsias, em 2000 esta substância foi retirada da lista de alimentos e substâncias cancerígenas. Isto porque os primeiros estudos foram realizados em ratos e estudos epidemiológicos realizados em humanos não mostraram evidência de que a sacarina está associada ao aumento da incidência do cancro da bexiga em humanos.
Sucralose (E955)– Tem uma capacidade adoçante 600 a 800 vezes superior à sacarose. Estudos revistos pela FDA indicam que este adoçante não tem efeito carcinogénico, não apresenta risco a nível reprodutivo ou neurológico em humanos. A dose recomendada é de 5mg/kg peso.
A sucralose é um adoçante derivado do açúcar e foi descoberta ao se tentar criar um novo insecticida. Pensa-se que a presença de cloro na sucralose poderá ser o componente mais prejudicial à saúde humana, já que este tem um potencial efeito cancerígeno. A digestão e absorção da sucralose ainda não é clara. Existem poucos estudos relativamente a este adoçante e os que há foram realizados num curto espaço de tempo e apenas em animais. Os efeitos secundários incluem problemas gastro-intestinais (diarreia), irritação cutânea,  ansiedade, palpitações, depressão. A literatura sugere que não tem contra-indicações, podendo inclusive ser utilizado por grávidas e crianças.

Se forem utilizados esporadicamente à partida não haverá riscos para a saúde, no entanto não há nada melhor do que procurarmos fazer uma alimentação variada e isenta de produtos artificiais. Cá em casa acabei com bebidas e produtos que contém adoçantes artificiais. Mas a sua ingestão e utilização fica ao critério de cada um.

Em vez de consumir produtos cheios de adoçantes diariamente não será melhor quando lhe apetecer algo doce fazer em casa algo adoçado com mel, tâmaras ou açúcar de coco de coco por exemplo?

Evite alimentos industrializados. Procure fazer uma alimentação o mais natural possível e com o mínimo de aditivos. Leia sempre o rótulo dos alimentos.
Ainda consome refrigerantes light, iogurtes ou bolachas com adoçantes? O meu conselho: beba água, chás e tisanas sem açúcar, faça as suas bolachas ou bolos em casa, compre iogurtes naturais e coloque fruta fresca ou coco ralado por exemplo.


3 Comments on “Adoçantes Artificiais: Sim ou não? Veneno escondido?

  1. Olá Carolina, irei fazer um post sobre Stevia. Mas posso adiantar que este adoçante é considerado um adoçante natural, sendo derivado de uma planta. Aparentemente a sua utilização é segura, mas sempre com moderação (A FDA indica que é seguro um consumo máximo de 4mg/kg peso).

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