Adoçantes artificiais e gravidez: Deve-se consumir adoçantes durante a gravidez?

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Manias de Uma Dietista

Já sabemos que o sabor doce é uma preferência inata ao ser humano.  O açúcar (sacarose)
consiste na combinação de duas substâncias (glicose e frutose) e fornece 4 kcal/g. O seu consumo excessivo está associado ao aumento do risco de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.

Os adoçantes artificiais são substitutos do açúcar que conferem sabor doce, mas contêm menos calorias. Por essa razão, são muito utilizados dietas de emagrecimento, assim como em patologias como a Diabetes, como forma de controlar a ingestão de açúcares e a glicémia. É muito comum mulheres, de todas as idades, consumirem produtos com adoçantes artificiais na tentativa de controlarem a ingestão calórica diária.

Quase todas as mulheres quando engravidam têm receio de engordar e de não conseguir voltar à forma após a gravidez, e muitas delas continuam a consumir produtos com adoçantes. Serão os adoçantes aconselháveis durante a gestação? Não, pelo menos eu não recomendo o seu consumo, apesar do uso moderado não estar totalmente contra-indicado não deixa de ser um  produto químico obtido por processos industriais que não nos faz falta.

O uso prolongado de adoçantes pode ter efeitos prejudiciais para o nosso organismo (podem ver aqui) por isso na gravidez aconselho que não os consumam para evitar malformações fetais, sendo o primeiro trimestre o período mais crítico.

A sacarina, o ciclamato de sódio e o aspartame são provavelmente as piores opções para uma grávida.

  • Sacarina

A sacarina atravessa a placenta e permanece nos tecidos do feto. Por isso não se deve consumir durante a gravidez.

  • Ciclamato de sódio

O ciclamato atravessa a placenta e os níveis sanguíneos fetais chegam a
25% do nível plasmático materno. Suspeita-se que o ciclamato possa causar efeitos citogenéticos sobre linfócitos humanos.  Não existem dados disponíveis para recomendar o
seu uso durante a lactação.

  • Aspartame 

Estudos referem que a  ingestão de produtos que contenham aspartame
durante a gestação é considerada segura, no entanto sabe-se que a ingestão de uma bebida por dia adoçada com aspartame aumenta em 42% o  risco de leucemia, em 102%  risco de contrair mieloma múltiplo em homens, e em 31% o risco de linfoma não hodgkin em homens, por isso não me parece prudente consumir, muito menos na gravidez.

  • Acessulfame K 

A longo prazo esta substância pode causar dores de cabeça, depressão, náuseas, problemas no fígado. Não existem estudos controlados em humanos, por isso, o melhor é evitar também este adoçante.

  • Sucralose

Estudos revistos pela FDA indicam que este adoçante não tem efeito carcinogénico, não apresenta risco a nível reprodutivo ou neurológico em humanos. Mesmo assim devemos consumir com moderação.

  • Stevia

Em animais, a stevia não produziu efeitos adverso sobre a gestação, porém não existem estudos quanto ao seu uso durante a gestação em humanos. O meu conselho: Se quer consumir faça com moderação.

Em suma, o consumo de adoçantes artificiais deve ser limitado. Se estiver grávida deve mesmo elimina-los da sua alimentação. Consulte sempre o rótulo dos alimentos para saber o que está a consumir.

O melhor é evitar alimentos processados e fazer uma alimentação o mais natural possível, especialmente nesta fase em que estamos a gerar outra vida.

Alimentos que habitualmente têm adoçantes: 

Iogurtes magros— Geralmente possuem acessulfame k, sucralose e aspartame.

Bebidas light – É frequente a aadição de ciclamato de sódio, acessulfame k, aspartame

Bolachas sem açúcar – Podem conter sucralose, acessulfame.

 

 

 

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